domingo, 14 de novembro de 2010

Nuno Gomes

Há cerca de um mês (a notícia é de 18 de Outubro) o Nuno Gomes anunciou que ia sair (não ia renovar) do Benfica: “Vou terminar de jogar futebol no Benfica no final desta época", dando espaço a poder jogar mais um ano (achei pertinente este post neste momento porque não devemos deixar de dizer (ou escrever) as coisas nas quais pensamos).

Ouvi a notícia na rádio (não vejo muita televisão e quando vejo é maioritariamente a Benfica TV), consultando depois o jornal Público online e logo li alguns comentários menos abonatórios, sendo que alguns deles eram de benfiquistas. Devem estar esquecidos da postura do Nuno. Já o viram na comunicação social (tv, jornais) fazer queixinhas que não jogava no Benfica? Pois, eu também não. Além disso os factos, a carreira dele, falam por si. Claro que teve momentos menos bons como qualquer jogador, mas lá porque não disse que ia acabar a carreira já na próxima época (ele ainda não sabe) não quer dizer que não fique no Benfica ou que não queira tal. Não quer dizer que não ame o Benfica.

Para mim a seguir ao Rui Costa (depois do jogo do Dragão até o benfiquismo do Rui puseram em causa) talvez seja actualmente o jogador que mais sente o Benfica. Acredito que na última época foi bastante importante no balneário. Não somos como certos clubes que parece que se esquecem do que os seus jogadores fazem. É importante que existam jogadores que transmitam o que é o Benfica aos mais novos. É importante que reconheçamos aqueles que honraram a nossa camisola. Não custa nada. Além de ser uma questão de justiça para com o jogador, é também justiça para com o clube.

Segundo os dados da carreira dele que recolhi no site ForadeJogo.net só da Liga e fazendo as contas temos: a módica quantia de 121 golos (!) em 11 épocas (não contando com a actual que já é a 12ª época em que ele está no Benfica). É uma média redonda de 11 golos por época embora saibamos que, por exemplo na última época só marcou 3 golos (também sabemos que jogou pouco).

Algumas vezes eu disse coisas do género: “Bolas, para marcares um golo falhas uns 10”.lol (até comentei isso aquando dum post no Coluna D’Águias Gloriosas) mas não tenho memória curta e reconheço/sei o que ele fez por nós.

Por isso: Obrigada Nuno, esperando que possas ajudar o NOSSO clube, quer seja já na próxima época ou depois.

P.S.

Para ser sincera não percebo porque é que ele não joga mais vezes. O Cardozo está lesionado e para mim, ele será o jogador mais parecido com o Saviola. Não sei porque não. São opções do Jorge Jesus e cabe-me a mim respeitar embora não concorde.

Dele vou recordar também alguns golos na selecção nacional como aquele contra a Espanha no Euro 2004.

Fontes:

Foradejogo.net, Correio da Manhã.

Quem quiser conferir os dados aqui está o link que até tem os golos nas outras competições.


sexta-feira, 12 de novembro de 2010

História dos Estádios do Sport Lisboa e Benfica

Campo do Benfica (1916 - 1926)

A utilização do campo de Benfica coincide com uma fase de crescimento do Clube em termos sociais e associativos, mas não como se desejaria sob o ponto de vista desportivo, com o Benfica a realizar, nos anos 20, uma das prestações menos positivas da sua história. Após a absorção dos Desportos de Benfica, em 17/09/1916, o Clube passou a utilizar como sede as instalações da Avenida Gomes Pereira, em cujas traseiras existia um campo atlético (na Quinta de Marrocos), onde se praticava futebol desde 1914 e que era utilizado por alguns clubes de Lisboa que não possuíam campo próprio, tal como o GS Cruz Quebrada. Após a absorção, o Benfica celebrou com a Empresa dos Melhoramentos de Benfica (EMB) - proprietária dos terrenos onde se situava o campo - um contrato anual de arrendamento, no valor de 840$00, pago em mensalidades adiantadas de 70$00.

A direcção deliberou, então, utilizar em exclusividade o campo de Benfica, decidindo-se pelo abandono das instalações de Sete Rios. Para oferecer melhores condições aos espectadores, oficiou à EMB, propondo-lhe que, apesar de as obras a executar (ampliação das bancadas e melhoria da segurança) serem da responsabilidade dessa empresa, estas fossem efectuadas pela direcção do Clube, mas descontando a quantia despendida para o efeito na importância em dívida para com a EMB. Em resposta, esta alegou serem demasiado pesados os seus encargos, não podendo, por isso, aceder por inteiro ao pretendido, prontificando-se, todavia, a comparticipar as obras em 200$00, a descontar nas últimas prestações do débito dos Desportos de Benfica.

Feito o acordo, inaugurou-se, em 11/11/1917, o já remodelado campo de Benfica, com um encontro frente ao Sporting, em que esteve em disputa a "Taça Cosme Damião". O recinto conservava a antiga disposição (paralelo à Avenida Gomes Pereira); possuía uma vedação melhorada; as bancadas, que antes eram paralelas às linhas do campo, ficavam agora em ângulo; na parte superior do vestiário, havia sido construída uma estrutura para albergar público, que dominava por completo todo o campo; o espaço era mais amplo e desafogado, ao nível do melhor que podia haver em Lisboa.

O complexo era guarnecido de duas entradas separadas: uma pela  porta principal da sede, na Avenida Gomes Pereira (destinada ao público dos lugares reservados), e a outra (reservada ao público do peão) pelo portão que dava para a Estrada de Benfica. E tão bem instalado ficou que serviu para as iniciativas desportivas mais diversas. Todavia, o Benfica não iria ficar por muito tempo neste campo. É que tudo o que aí arrendara viria a ser vendido ao Ministério da Instrução (hoje Ministério da Educação), para servir a Escola Normal de Lisboa (mais tarde Magistério Primário e hoje Faculdade de Ciências da Educação).

Em 25/03/1919, o Benfica conseguiu um contrato de arrendamento que lhe permitiu continuar a usar as instalações. Em troca, porém, foi obrigado a ceder espaços aos alunos e professores da Escola Normal. Graças ao espírito de iniciativa do Clube, o campo de Benfica foi palco do primeiro jogo nocturno realizado em Portugal. Colocaram-se, em redor do recinto, 18 reflectores de 1000 velas, instalando-se, nos camarotes e nas bancadas, um número elevado de lâmpadas encarnadas e brancas, colocadas alternadamente, de modo a produzir um excelente efeito de conjunto. O jogo realizou-se em 10/09/1919 (uma quarta-feira) e colocou frente a frente o Benfica e uma equipa mista, composta por jogadores do Império, do Internacional e do V. Setúbal.

O problema dos terrenos e das relações entre a Direcção do Clube e a Direcção da Escola agravou-se mais tarde, no início dos anos 20. Numa reunião de Direcção, realizada em 10/04/1921, foi aprovada uma proposta de Cosme Damião para a mudança da colectividade, de Benfica para as Amoreiras. O Benfica procurava, no entanto, manter o espaço para outras modalidades, caso do hóquei em campo. A Escola Normal, em reunião de 03/10/1921, não exigiu a saída imediata, permitindo que o Benfica continuasse a usufruir dos direitos de inquilino (sede e campo). Por via dessa resolução, o Clube podia permanecer no campo de Benfica por mais algum tempo.

Os primeiros espaços desportivos a serem sacrificados foram os "courts" de ténis, tendo ficado apenas um, na sede. Mas, em 1923, o Benfica foi mesmo obrigado a abandonar o campo, porque se entendeu construir uma rua de ligação entre a Estrada de Benfica e a Estrada Nacional, atravessando o local onde se situava o campo (rua que só viria a ser constuída em... 1997(!), ou seja, 74 anos depois...). Em 1923/24, a falta de campos na cidade que oferecessem boas condições para jogar levou a que apenas fossem utilizados dois espaços desportivos no Regional: o Campo Grande (do Sporting) e o campo de Palhavã (do Império Lisboa Clube). Na época de 1924/25, o Benfica utilizou o campo de Palhavã para efectuar os seus jogos "em casa", enquanto não se encontravam concluídos os trabalhos no seu futuro reduto: o Estádio das Amoreiras.

No campo de Benfica, o nosso clube  realizou 27 jogos, tendo somado 11 vitórias, 6 empates, 10 derrotas e um total de 56-45 em golos. Enquanto utilizou este espaço, o Benfica conquistou 2 Campeonatos Regionais (17/18 e 19/20), 2 Taças de Honra (19/20 e 21/22) e 1 Taça da Associação (21/22). O último jogo efectuou-se  em 11/03/1923, para o Regional de Lisboa, com o Império LC (embora o campo tivesse continuado a ser utilizado até 1926, para treinos eactividades de outras modalidades. O Clube deixava, então, a área da cidade que lhe dera o nome definitivo. Só voltaria a Benfica em 1954, após 30 anos de permanência em outros pontos de Lisboa.




































Fonte: Sport Lisboa e Benfica

É uma honra para mim e para o Avante P'lo Benfica

Apelo do blogue Avante P'lo Benfica a que se junta o MG

Pedido aos leitores
Este blogue pretende continuar a denunciar situações que de alguma forma tenham a ver com a corrupção no futebol português ou Mundial.
Assim sendo, agredecemos aos leitores que tenha conhecimento de situações ocorridas que deixem um comentário citando o caso ocorrido e se possível a data aproximada do mesmo.
Antecipadamente grato.

Avante P'lo Benfica

O Movimento Gloriosasfera congratula-se de contar com a colaboração do blogue Avante P'lo Benfica.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Corrupção, Tribunais e MP acusam e ilibam Nuno Cardoso e F.C.Porto Part. II

A Câmara Municipal do Porto ofereceu em 1997, terrenos ao Salgueiros, um clube atolado em dívidas, para “efeitos de edificação de espaços desportivos, aparcamentos, estação de serviço e construção do novo estádio do Clube”.
Com o clube à beira da falência, por gestão ruinosa, os terrenos oferecidos pela Câmara foram (nove anos depois em hasta pública) comprados por uma empresa imobiliária do dirigente do Salgueiros Carlos Abreu, por 3 milhões de Euros. Uma outra proposta de 15 milhões de um outro licitador, desapareceu misteriosamente.
No processo de doação dos terrenos municipais, envolveram-se pelo lado da Câmara, Nuno Cardoso, Vereador do Urbanismo, depois Presidente e pelo lado do Salgueiros, Carlos Abreu, número dois do Salgueiros, agora Presidente.
Agora voltaram a encontrar-se.
Segundo o Público (notícia não disponível em one-line), Nuno Cardoso passou a sócio de Carlos Abreu na empresa que vai comercializar os terrenos doados pela Câmara.
Estranhas coincidências!
Esquisito também, é Nuno Cardoso dizer que só conhece Carlos Abreu, há uns sete, oito meses, quando os dois, foram os protagonistas, na cedência incondicional dos terrenos municipais ao Salgueiros. Esquisito é fazer sociedade com alguém que só conhece há uns meses.
Para esta nota ficar completa, faltará dizer que o Salgueiros “acabou” ; que o seu estádio foi vendido à Metro, sendo Nuno Cardoso administrador; que o anterior Presidente do Salgueiros, responde em processo-crime por suspeita de fraude fiscal e outro por gestão danosa; que Nuno Cardoso está ser investigado pelo MP, no âmbito da permuta de terrenos com o F.C. Porto, onde a autarquia terá sido fortemente prejudicada.
É o trilátero, futebol, autarquias, construtores, a funcionar em pleno.

"A empresa não foi criada para esse efeito, mas obviamente que, se conseguirmos comercializar os terrenos de Arca D'Água, o faremos", disse ao PÚBLICO Nuno Cardoso, referindo que a constituição da sociedade nada tem de irregular. "Só conheci esses senhores há sete, oito meses. E decidimos fazer uma sociedade imobiliária. Conheço muita gente e agora estou nesse ramo do negócio", referiu.

Nuno Cardoso disse ainda ao PÚBLICO que o facto de a empresa ter uma sede "fantasma" também não é irregular. "As empresas são as pessoas. Não precisam de qualquer espaço", acrescentou, explicando que a morada indicada nos registos da sociedade (Centro Comercial do Campo Alegre, no Porto) não é a morada da empresa, mas sim de uma loja de Carlos Abreu. "É a loja de um dos sócios. O que é que isso tem de mal?", perguntou.

Anos desastrosos

Os anos que se seguiram foram depois desastrosos para o Salgueiros. Afogado em dívidas, foi obrigado a desbaratar o património.

A venda dos terrenos de Arca D'Água ocorreu a 10 de Janeiro de 2006, na 8ª Vara Cível do Porto. Foram atribuídas três parcelas à FGVS (uma empresa imobiliária que tinha como sócios Carlos Abreu e Manuel Leite, agora sócios de Nuno Cardoso), terrenos esses localizados junto à Via de Cintura Interna (VCI).

Sobre aqueles terrenos estavam nessa altura registadas 14 hipotecas e penhoras, no montante de 10,3 milhões de euros.

A compra foi feita pela FGSV, em hasta pública, por três milhões. A empresa não foi a primeira licitadora, mas o terreno foi-lhe atribuído depois de o juiz perceber que o maior licitador, que tinha oferecido 15 milhões, tinha desaparecido.

A empresa em causa, com sede em Trofa, tem ainda outra semelhança à agora criada com Nuno Cardoso. A sede também é fantasma e na morada, em Trofa, indicada nos registos, não existe qualquer sociedade.

Este negócio teve outra particularidade. Quem licitou os terrenos de Arca D'Água foi efectivamente a empresa do presidente da comissão administrativa do Salgueiros, mas em Março, um mês antes do negócio se concretizar, aquele passou as quotas a outro empresário, poucos dias antes de constituir uma nova sociedade imobiliária com Nuno Cardoso.

Refira-se ainda que a venda em hasta pública foi contestada pela Liga de Clubes, que alegava deter uma hipoteca sobre os terrenos, no valor de 650 mil euros. Dizia ainda não ter sido avisada da venda judicial, mas a irregularidade alegada não foi suficiente para invalidar o negócio.

Fontes:
Jornal " Público"
Jornal "Diário de Noticias"
Lusa

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Corrupção, Tribunais e MP acusam e ilibam Nuno Cardoso e F.C.Porto Part. I

Ao longo de alguns dias será feita uma investigação e plublicados os pormenores que levaram a que mais uma vez os tribunais da comarca do Porto arrastassem a Justiça Portuguesa na lama.
O post de hoje leva-nos a começar pelo fim,

O caso  (PPA) Plano Pormenor das Antas que  levou à barra dos tribunais Nuno Cardoso à época Pres. da Camâra Municipal do Porto e 3 Vice Pres. do F.C.P, vice-presidentes do F. C. Porto Adelino Caldeira, Angelino Ferreira e Eduardo Tentúgal Valente.

Solicita como sempre imprensa avensada Portuguesa foi celere a publicar as notícias que ilibam Nuno Cardoso os 3 administradores do F.C.

O ex-presidente da Câmara do Porto, Nuno Cardoso, e os vice-presidentes do F. C. Porto Adelino Caldeira, Angelino Ferreira e Eduardo Tentúgal Valente, foram hoje, quarta-feira, absolvidos nos Juízos Criminais do Porto da acusação por crime de participação económica em negócio.
O ex-presidente da Câmara do Porto, Nuno Cardoso, e os vice-presidentes do F. C. Porto Adelino Caldeira, Angelino Ferreira e Eduardo Tentúgal Valente, foram hoje, quarta-feira, absolvidos nos Juízos Criminais do Porto da acusação por crime de participação económica em negócio.
O processo diz respeito a uma permuta de terrenos com a autarquia do Porto, mandada efectuar com urgência pelo então presidente em Março de 2000, de que, segundo a acusação do Ministério Público teria resultado um prejuízo de 2,5 milhões de euros para os cofres públicos.
A juíza do processo entendeu não ter ficado provado tal prejuízo para o património municipal, com empolamento das avaliações dos terrenos entregues pelo clube (antes comprados à família Ramalho), e nem concluio entre Nuno Cardoso e o F. C. Porto.
Absolvidos foram também Almeida Lopes e Reis Pinto, dois engenheiros da autarquia do Porto que intervieram nas comissões de avaliação dos terrenos em causa.

Fonte:
Jornal de Noticias