segunda-feira, 9 de julho de 2012

As Ligações Obscuras da Olivedesportos. Não à renovação do contrato.



Noticia de 1998


Olivedesportos compra agência Cosmos



A OLIVEDESPORTOS de Joaquim Oliveira tornou-se a única proprietária da agência de viagens Cosmos. A Cosmos, recorde-se, é a agência oficial da Federação Portuguesa de Futebol e do FC Porto e ficou particularmente conhecida após o seu envolvimento no caso das férias pagas ao árbitro Carlos Calheiros.



«A honorabilidade de uma agência tem de ter correspondência na confiança dos clientes e esta ter-se-á perdido», adianta o ex-administrador António Laranjeira, acrescentando que a sua saída se deveu a incompatibilidades com Joaquim Oliveira.



A OLIVEDESPORTOS comprou as 20 mil acções da agência de viagens Cosmos que pertenciam a António Laranjeira, presidente do conselho de administração da empresa. Essas acções correspondem a metade do capital social da Cosmos. Joaquim Oliveira, patrão da Olivesdesportos, possuía já os outros 50 por cento das acções, sendo hoje, portanto, o verdadeiro dono de uma agência que teve alguns momentos conturbados, nomeadamente em 1997, onze anos depois da sua constituição.



«Deixei a Cosmos, que eu próprio criei, por incompatibilidade com o meu sócio, devido a termos vindo de sítios diferentes, termos práticas de vida diferentes e objectivos diferentes», explica António Laranjeira, sem especificar o alcance dessas referidas diferenças.



«Tudo isso somado - continua - torna irreconciliável qualquer gestão».



Joaquim Oliveira entrou para a empresa nos primeiros anos da década de 90. Segundo o ex-presidente da Cosmos, as divergências datam praticamente do início da relação comercial que entre ambos se estabeleceu.



«O principal capital de uma agência de viagens, que vende um produto não tangível, é a sua credibilidade», refere António Laranjeira.



Segundo ele, os ataques movidos principalmente em 1997 contra a Olivedesportos «por alguma comunicação social» tiveram um efeito negativo na facturação da agência. «Num ano em que todos os agentes subiram as suas vendas, a Cosmos facturou menos cem mil contos do que no ano anterior. Isto está escrito no Relatório de Contas», salienta.



Laranjeira recusa-se a classificar como «justas ou injustas» as referidas «guerras» à Olivedesportos, mas não hesita em afirmar: «Tiveram um reflexo negativo na Cosmos, isso é inegável».



A agência - que tinha na sua administração Adelino Caldeira (considerado próximo de Joaquim Oliveira) e da qual já desde há algum tempo o filho do patrão da Olivedesportos, Rolando Oliveira, é presidente do Conselho Fiscal - mantém em carteira os contratos com a Federação Portuguesa de Futebol e o FC Porto. É ainda responsável pela deslocação das equipas do continente às regiões autónomas.



A ligação mais directa da Cosmos ao mundo do futebol provocou as mais diferentes controvérsias, tendo sido mesmoacusada por alguns jornais, em tempos, de ter sido favorecida no contrato com a Federação.



Esse facto deu origem a um processo em tribunal, no ano passado (1997), tendo sido condenado o director do jornal «Record», que, entretanto, recorreu para o Supremo.



Mas 1997 ficou como um ano negro para a Cosmos. Não apenas os resultados líquidos não subiram - como apontavam as previsões das empresas de consultadoria comercial que falavam de um aumento de 1,45 milhões de contos, estimados em 96, para 1,5 em 97 - como, segundo António Laranjeira, a facturação foi substancialmente inferior em relação ao ano anterior.



A revelação do caso do árbitro Francisco Calheiros, trazida a lume pela SIC e envolvendo o nome da Cosmos, contribuiu para que a imagem da empresa fosse beliscada nesse ano.

«A honorabilidade de uma agência tem de ter correspondência na confiança dos clientes». Esta, segundo o ex-administrador, ter-se-á perdido.



Joaquim Oliveira, que já detém todos os direitos da publicidade estática na esmagadora maioria dos estádios portugueses e o negócio do futebol na televisão, além da propriedade do jornal «O Jogo», fica agora também com a agência de viagens que mais ligações tem com o mundo do futebol.



Por Jorge Massada, no Expresso, 1-08-1998



Infelizmente e como se sabe este tipo de notícias tem tido pouca projecção no nosso país, invariavelmente passam completamente despercebidas, na grande maioria da nossa comunicação social.

Que a agência Cosmos pouca ou nenhuma credibilidade tem todos nós sabemos, estando inclusive intimamente ligada ao "Caso Calheiros" e as viagens pagas mas que depois não foram pagas pelo F.C.Porto.
Se atendermos ao ano desta notícia deparamos com alguns nomes bem conhecidos do nosso futebol, Joaquim Oliveira todos nós sabemos quem é, e todo o mal que tem feito ao futebol Português e em particular ao Sport Lisboa e Benfica. Já outra personagem que aparece mencionada na notícia, pessoa essa que actualmente é um dos dirigentes do F.C.Porto, nem mais nem menos do que Adelino Caldeira.
Adelino Caldeira era uma dos directores à epoca da bem conhecida agência de viagens "Cosmos" (a mesma que enviou por engano as facturas de Carlos Calheiros por engano para a torre das Antas), actualmente aparece ligado como directo ao F.C.Porto tendo sido inclusivé uma das mais importantes testemunhas de defesa de Pinto da Costa no processo apito Dourado.



Adelino Caldeira aparece sempre em momentos chave da corrupção no desporto nacional e em particular no F.C.Porto, Em 1996 quando estoira o caso "Calheiros" onde era director da agência Cosmos e agora no "Apito Dourado"



As ligações Olivedesportos, Pinto da Costa e F.C.Porto são mais que muitas e nunca foram omitidas, é clara a existência de um favorecimento de Joaquim Oliveira ao F.C. Porto, pode ver-se nos contratos existentes entre Sport TV "Cosmos" etc, e a forma como conseguiram limpar o caso "Calheiros".



Como é sabido o Sport Lisboa e Benfica estará livre para negociar os direitos televisivos dentro de 1 ano, e como se sabe o anterior contrato com a Olivedesportos foi claramente ruinoso e prejudicial para o Benfica.

Defendo por tudo isto que o Benfica em momento algum poderá renovar a sua ligação à Olivedesportos, pois com as receitas que a Olivedesporto gera através dos jogos do Sport Lisboa irá directamente ajudar o F.C. Porto financeiramente e uma politica de notícias absolutamente descriminatória e avensada sempre a favorecer os mesmos.



Deste forma e penso que não é novidade para ninguém o Sport Lisboa e Benfica estará ao renovar o contrato com a Olivedesportos a ajudar "Indirectamente" a financiar o F.C. Porto.



Outro caso bastante curioso são as ligações da F.P.F. à Olivedesportos, a Oliveira e à Cosmos.

Como se leu na notícia, a "Cosmos" detem o contrato de viagens com a Federação entre outras contratos, à altura da assinatura do contrato Olivedesportos/Cosmos Aparece-nos mais uma vez Adelino Caldeira, actual director do F.C.Porto.
As ligações Olivedesportos/F.C.Porto/F.P.F. são mais que muitas e os anos 90 em particular são prova disso, anos em que o Porto construiu a sua hegemonia no futebol Português.
Há tantos casos que são prova disso, mas apenas para citar alguns:
A forma como foi tratado o caso apito Dourado e a tão bem conhecida forma como a F.P.F mentiu à Uefa sobre este caso apito Dourado e mentiu ao TAS em claro benificio do Porto para não ser corrido da Champions, ou ainda mais recentemente o julgamento do caso Hulk e a suspenção de 4 meses dada pelo conselho de Justiça da Liga e que foi diminuido para apenas 3 jogos pela Federação.



Casos e casos de ligações obscuras são mais que muitos, nem necessário é pensar muito, basta lembrar-mo-nos e casos e casos do estado calamitoso e de mentira que vive o futebol Português são mais que muitos.

sábado, 7 de julho de 2012

FC Porto, Corrupção Tráfico de Drogas e Lavagem de Dinheiro



O ‘Aveiro Conection’ – processo conhecido como ‘Águas Turvas’ – foi uma investigação levada a cabo pela Polícia Judiciária, no final dos  anos 80 inicio dos anos 90, que envolvia P. Costa, R Teles, L. D'Onofrio e Autoridades Civis.

As investigações remontam aos anos 80, período em que o F. Porto começa a surgir na senda Nacional como uma dos clube mais forte do futebol Português, e em contra partida assistia-se à subversão de posições, de um Sporting completamente arredado de conquistas.

Na senda de ascensão ao poder por parte de P. Costa era necessário montar uma verdadeira máquina de fazer dinheiro, face a sobrepor as constantes movimentações de saídas de dinheiro, com que naquele tempo se começava a montar o sistema ou os tentáculos do polvo.

O plano era ardiloso e com os contactos certos, seria então posta a funcionar uma verdadeira máquina de fazer dinheiro, é então que entra em cena D'Onofrio, conhecido Jogador de Futebol e que se tornara então empresário de jogadores, D'Onofrio era conhecido no meio pelas suas actividades paralelas e de lavagens de dinheiro que recebia através do negócio da droga, aliás o motivo que o levou a fugir da Bélgica nos remotos anos 80 foram exactamente os negócios com droga e que  obrigaram as entidades policiais daquele país a emitir um mandato de captura por tráfico de droga, tabaco e álcool.

O inicio de actividades começou de um modo lento de forma a que as suspeitas levantadas fossem mínimas, pois não é da noite para o dia que se conseguem corromper as autoridades, e aos poucos e poucos as actividades paralelas de tráfico foram crescendo e a lista de nomes com autoridades corruptas foi aumentando aos poucos, à medida que as lista de nomes aumentava era necessário reforçar a máquina de fazer dinheiro e desta forma dava-se progressivamente o aumento do tráfico de drogas, e assim o dinheiro que entrava aumentava.

Da lista de nomes associada às autoridades civis currumpidas contavam nomes de elementos das forças da GNR, Serviços Alfandegários e SEF, a forma como a droga, tabaco e álcool, chegavam às nossas fronteirasa isso obrigava, já que os carregamentos entravam no nosso País através do Mar, Ar e terra, fossem em contentores Marítimos, carregamentos em camiões ou através de correio humano, era necessário garantir que desta forma tudo passa-se despercebido, no aeroporto Sá Carneiro os correios humanos de droga passavam despercebidos aos olhos das autoridades, pois sabiam de antemão em que dia chegavam e os nomes dos correios humanos, o Porto de Aveiro era a porta Marítima para a entrada de droga no país.

No teatro de operações surgem duas empresas em nome de P. Costa que de empresas sérias pouco tinham e apenas serviam para camuflar todo o teatro de operações e desta forma proceder-se à lavagem de dinheiro resultante do tráfico de drogas, álcool e tabaco.

Primeiro a Pincosoli, empresa de produtos quimicos sediada em Vila nova de Gaia, que acabaria por falir e posteriormente a IGE empresa de importação e exportação de electrodomésticos, à época em total falência, adquirida por Pinto da Costa a  troco de mais de 45 mil contos, em Euros dá cerca de 205 mil Euros, uma empresa afundada em dividas que à epoca valia menos de 15 mil contos (75 mil euros).
Com esta primeira movimentação imobiliária e empresarial lavou-se parte do dinheiro e o exercício e actividade da empresa levariam à lavagem do restante dinheiro, recorde-se que à data o F. Porto era um dos principais clientes da Pincosoli, o que levava a uma forma perfeita de lavagem de dinheiro.

Naturalmente com o passar do tempo evoluiu o tráfico, assim como as forças de segurança também evoluíram e a PJ entra no terreno pela mão de Teófilo Santiago, que anos mais tarde viria a comandar a equipa de investigação do Apito Dourado.
As suspeitas recaíram essencialmente sobre o Porto de Aveiro, onde eram desembarcados os contentores supostamente destinados à IGE com sede em Aveiro, num local recôndito da cidade e com instalações em total precaridade e em risco de desmoronamento.

Foi desta forma que a PJ começou a investigar as actividades suspeitas, desde contentores que nunca apareceram nas contas do Porto de Aveiro ou dos serviços Alfandegários e posteriormente apareciam nas contas a IGE.
Um dos momentos críticos da operação levada a cabo pela PJ deu-se aquando de uma viagem da equipa do FC Porto a Aveiro, em disputa estava um jogo entre Beira-Mar e FC Porto, do resultado desse jogo não reza a história, mas na viagem de regresso até ao Porto e já nas portagens dos Carvalhos dá-se uma autêntica caça ao autocarro, e numa operação conjunta da brigada da GNR e PJ é feita uma operação Stop ao autocarro com a comitiva do FC Porto, e o desenlace final da operação contactou-se o que de facto a PJ já sabia, nos sacos de deporto e outros materiais ia um carregamento de droga, que posteriormente iria ser colocado em circulação, mas os culpados do costume jamais viriam a pagar pelos seus actos e meses mais tarde seria preso Mariano Jogador do F. Porto, que a troco de quantia incerta se daria como culpado.

A verdade é que depois desta operação todo o esquema montado foi imediatamente desmantelado, as ligações de D'Onofrio às máfias eram por demais evidentes, num dos episódios foi mesma necessária a presença de R. Teles no Porto de Aveiro em que a troco de uma mala cheia de notas consegue desbloquear um carregamento de cocaína que entrou directamente na mala do seu Mercedes sem que as autoridades alfandegárias o parassem.

dos verdadeiros responsáveis nas gavetas das PJ,  por necessidade dos governantes deste país e face ao sucesso desportivo do F. Porto, Teófilo Santiago foi afastado do processo e investigação e aqueles que sentaram nos bancos dos réus nada mais foram do que autênticas marionetas pagas a peso de ouro para assumir as culpas dos cabecilhas do grupo.

Não se pense que a rede de narcotráfico foi totalmente desmantelada, pois em 1986 nascem os Super Dragões, considerada a guarda pretoriana de P. Costa, já naquele tempo eram parte activa em toda a rede de tráfico, e com o fim da investigação da PJ e com a necessidade de P. Costa R do Teles e Onofrio se afastarem das suas posições face à sua actividade como dirigentes da máquina Portista, os SD viriam e são hoje quem lidera toda a máquina de fazer dinheiro montada nos anos 80.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Calendário do Benfica para a Época 2012/2013



1ª Jornada: SL BENFICA - Braga
2ª Jornada: Setúbal - SL BENFICA
3ª Jornada: SL BENFICA - Nacional
4ª Jornada: Académica - SL BENFICA
5ª Jornada: Paços de Ferreira - SL BENFICA
6ª Jornada: SL BENFICA - Beira-Mar
7ª Jornada: Gil Vicente - SL BENFICA
8ª Jornada: SL BENFICA - Guimarães
9ª Jornada: Rio Ave - SL BENFICA
10ª Jornada: SL BENFICA - Olhanense
11ª Jornada: Sporting - SL BENFICA
12ª Jornada: SL BENFICA - Marítimo
13ª Jornada: Estoril - SL BENFICA
14ª Jornada: SL BENFICA - Porto
15ª Jornada: Moreirense - SL BENFICA

quarta-feira, 4 de julho de 2012

António Garrido: Um dos rostos da corrupção no futebol Português


Blog de planetabenfica : Planeta Benfica, António Garrido: O homem mais importante da estrutura azul e branca
Quem é António Garrido?

Garrido foi o primeiro árbitro português escolhido para apitar a fase final de um campeonato do mundo (Argentina 78).
Esteve também no Europeu de 80 (Itália) e no Europeu de 82 (Espanha).
A 1 de Abril de 1973, quando faltavam seis minutos para o final do FC Porto - SL Benfica com o resultado em 1-2, 
inventou uma grande penalidade após simulação do portista Flávio na área das águias.
O jogo terminou empatado e o Benfica foi assim impedido de conquistar o campeonato 100% vitorioso
 (levava 23 vitórias em 23 jornadas num campeonato com 30).
Depois de terminar a carreira 1982 foi recrutado estrategicamente pelo FC Porto.

Sim, o FC Porto deve ser o único clube do mundo que tem uma ex-árbitro na sua estrutura.
Deve ser por uma questão de transparência.

A questão que põem é a seguinte:
O que fará António Garrido na "estrutura" do FC Porto?
Ao longo dos anos fomos tendo acesso a alguma informação (pouca).
Garrido é o verdadeiro homem sombra. Desde que terminou a carreira pouco se ouviu falar dele.

Foi uma das pessoas que jantou com o árbitro do Porto - Villarreal.
Foi uma das pessoas que estava presente quando Jacinto Paixão, o árbitro da fruta, foi coagido por elementos ligados ao FC Porto na mesma marisqueira.
Foi apanhado nas escutas do Apito Dourado a falar com Valentim Loureiro e Pinto de Sousa.

Foi identificado pela Polícia Judiciária, no âmbito do processo Apito Dourado, como o “contacto preferencial” do Porto para exercer pressão junto do órgão que nomeava os árbitros.

O FC Porto é dos clubes mais titulados do planeta desde que Pinto da Costa assumiu a presidência do clube em precisamente 1982, aproximadamente na mesma altura em que 
António Garrido foi recrutado pelo clube azul-e-branco.

A maior parte das pessoas atribuem boa parte do mérito das conquistas recentes do clube ao seu presidente, homem que esteve suspenso durante 3 anos por corromper árbitros e que levou o clube a perder 6 pontos pelo mesmo motivo.

Talvez os adeptos do FC Porto devessem estar gratos também a António Garrido, um ex-árbitro que entrou no FC Porto aproximadamente na mesma altura do presidente do Porto.

Nota: para os mais distraídos, António Garrido é sogro de Olegário Benquerença, árbitro que roubou escandalosamente o Benfica em Guimarães na época passada, que marcou um penalty muito duvidoso a favor do Porto na 1ª jornada em Guimarães, que não validou um golo limpo em 2004 ao Benfica, naquele célebre remate de Petit em que Baía dá um enorme frango.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

O Regresso


É já hoje que se inicia a nova época futebolística encarnada embora na prática ela tenha começado há muito, face ao trabalho incessante e invisível que se processa de uma forma ininterrupta nos bastidores por toda a estrutura, por forma a que tudo esteja apto na hora do arranque. Já se sabe que não estará, pois o plantel não está fechado pois, para além dos aspectos habituais, surgiu a originalidade apresentada por Rui Alves e secundada por Luis Duque & Companhia. As estruturas dos clubes (de quase todos eles), vão assim estar sujeitas a horas extraordinárias com a colocação de futebolistas cuja situação já era tida como inteiramente resolvida. Vamos no entanto continuar curiosos com a evolução da situação neste particular, pois palpita-nos que ainda alguma água irá correr por debaixo das pontes...

N
 este arranque como aliás acontece sempre apesar de todas as indefinições,a expectativa de uma época profícua e vitoriosa mantem-se, com a novidade de passar a existir uma equipa B que também ela está a criar expectativas pelos valores e resultados que a mesma poderá potenciar no futuro, quer no que toca a futebolistas a fazer a sua transição dos escalões de formação para o profissionalismo, quer de todos os outros com potencialidades que transportam sonhos e albergam ambições dentro de si de virem a singrar no futuro. Tudo isso, face às exigências que o profissionalismo coloca e que com frequência deixa pelo caminho os menos dotados tecnicamente ou os que sendo-o, falham noutros aspectos sobretudo na capacidade de sacríficio ou na forte mentalidade que é vital possuir para fazer face a ambientes tão exigentes. 

M
as para além desses aspectos primordiais, existem outros na estrutura de apoio que urge levar em linha de conta pois cada vez mais eles assumem particular relevância. Ao longo das últimas épocas temos vindo a tecer algumas considerações sobre aquilo que, a nosso ver, constitui por vezes um forte handicap – o da comunicação – ou se quisermos a forma como ela chega e é considerada pela opinião pública. Está obviamente fora de questão a competência e o profissionalismo do Departamento de Comunicação do Benfica. Mas quando falamos em comunicação, estamos a falar de todos os que de alguma forma falam, escrevem ou comentam publicamente determinados aspectos da vida do Benfica. A começar pelo Presidente.

A
 tradição democrática e a cultura benfiquista tem permitido desde sempre a livre expressão, embora sujeita naturalmente ao cumprimento de regras que derivam de uma estrutura profissionalizada. Num país livre, não faria igualmente sentido aferralhoamentos mesmo que olhemos em redor e vislumbremos que isso aconteça. Mas, se numa qualquer empresa não é suposto que qualquer dos seus colaboradores venha comentar publicamente aspectos da vida da empresa, de igual modo num clube como o Benfica sujeito ainda por cima à incidência constante de holofotes para detectar situações que não se configurem como normais, espera-se ponderação, bom senso e esperteza nos seus contactos com osfabricantes de notícias que se desdobram para conseguir algo que os outros não conseguiram. Faz parte da génese da informação, agora que vivemos numa época em que não se respeitam regras ou códigos deontológicos desde que isso sirva para conseguir uma boa cacha.

J
ustamente por isso e numa estrutura composta por centenas e centenas de profissionais, a articulação é sempre complexa havendo que encontrar o ponto de equilíbrio próximo da situação ideal. Sendo que a lei do silêncio só é defensável em circunstâncias excepcionais, importa antes do mais comunicar e sobretudo fazê-lo bem – na forma, no conteúdo e sobretudo no timing. E isso nem sempre tem sido conseguido, sendo um dos aspectos que urge melhorar para esta época para evitar aproveitamentos prejudiciais aos interesses do Benfica, pois é preciso não esquecer que uma boa parte do segmento que os lê ou que os houve, nem sempre consegue discernir e separar o alarmismo ou a especulação dos títulos com os conteúdos das notícias no interior. Este é um aspecto que deverá ser tido em conta de uma forma permanente.

H
avendo claramente alguns órgãos de informação que têm hostilizado de uma forma por vezes abjecta o Benfica, fez-nos alguma confusão o facto de haver profissionais do Benfica que escolheram precisamente esses órgãos para dar entrevistas de fundo ou, se quisermos, para ter conversas em família, como foi sem sombra de dúvida o que aconteceu com o treinador principal do Benfica. Num mundo ideal isso podia e devia acontecer, mas neste doquanto mais especulação melhor, temos alguma dificuldade em compreender essa estratégia comunicacional que não vemos que tipo de vantagens pode trazer. Esse é um dos aspectos a rever sem que isso signifique ou queira significar coartar ou reduzir a liberdade de expressão de quem quer que seja. Até porque o Benfica é o clube melhor apetrechado para expandir a sua informação pois tem ‘no ar’ dois órgãos em permanência durante 24 horas por dia, para além de um semanal e tem profissionais competentes ao seu serviço...

N
a inauguração da nova imagem das Casas de Peniche e de Aveiro, Luis Filipe Vieira no seu habitual discurso fez menção de referir e bem, que o Benfica não deveria reagir a provocações. Esse deverá ser o princípio mas nunca o fim em si, pois os nossos adversários e inimigos, sabedores disso, não deixarão de aumentar os níveis de provocação para conseguir a nossa reacção para depois aparecerem os puristas a acusar-nos de incoerência. Em nosso entender deverão haver princípios internos dotados de alguma flexibilidade, pois também a época passada não era suposto abordarmos aspectos específicos de arbitragem e depois os sucessivos erros e as recorrentes provocações forçaram-nos a alterar a estratégia passando à reclamação veemente. Por último, uma referência ao plantel que nos pareceu algo prematura e que já nos causou dissabores no passado recente. Percebemos que se tratou de um discurso interno perante uma plateia de benfiquistas, mas a partir do momento em que as palavras são tornadas públicas o caso muda de figura. E depois, quando algo corre mal, aparecem os cobradores a atacar. E como há espíritos muito vulneráveis...

Excelente post do ANTI-BENFICA.COM