segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

História da saudação ao Público

Há muitos anos atrás, o Benfica fez um torneio na China e de lá trouxe uma novidade em termos de saudação aos adeptos. Quando todas as equipas entravam em campo e saudavam os espectadores de braços no ar, o Benfica encenou uma nova coreografia: de mãos dadas, os jogadores baixavam a cabeça, virando-se para uma e para outra das bancadas centrais.
Essa saudação ficou até aos dias de hoje e é mais um símbolo da "mística" e da "marca" Benfica, que nos identifica como um clube diferente de todos os outros, no mundo inteiro. Agradecer aos adeptos, corresponder ao seu apoio e, principalmente, respeitá-los é uma obrigação dos jogadores do Benfica.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Superdragões acusados de traficar mulheres

As ligações obscuras do FCP aos Super Dragões e a acusação de tráfico de mulheres.

Diziam-lhes que o bilhete de avião seria pago pelos proxenetas portugueses que depois tratavam de as legalizar. Suspeita-se de que o destino daquelas mulheres fosse serem mantidas em piores condições do que aquelas que usufruíam no Brasil; eles foram presos após várias recusas do SEF, em Portugal, para que elas entrassem no nosso país.
Luciano, Bruno Sousa e Bruno Moreira foram detidos pela Polícia Federal brasileira quando se encontravam no Recife e estão em prisão preventiva até julgamento.
Luciano é do Porto e conhecido adepto do clube mais representativo da cidade. A sua ligação à claque Super Dragões é de tal forma intensa que a sua palavra é recebida como a de um líder.
No estádio tem a mesma liberdade de movimentos que qualquer outro responsável da mesma claque, advindo muito da sua importância nos Super Dragões com ligações familiares a ex-atletas do clube.
Ainda segundo o CM apurou, os três portugueses foram inicialmente alvos de uma busca quando se encontravam em Palmas. Mesmo assim, e não obstante estarem impedidos de se ausentar daquela morada, fugiram para o Recife. Bruno Sousa, de 27 anos, e Bruno Moreira, de 29, foram apanhados em Boa Viagem; Luciano foi preso em Abreu e Lima.
As autoridades brasileiras deram ainda conta de que o trio tentava viajar para Portugal quando foi interceptado. Foram conduzidos à cadeia de Parentibe Cotel, em Abreu e Lima, no Recife, estado de Pernambuco, onde foram interrogados e sujeitos à medida de coacção de prisão preventiva.
Documentos encontrados na posse dos portugueses apontam ainda para o facto de Portugal poder não ser o único destino destas mulheres.
Algumas poderiam também ser colocadas no ‘mercado’ espanhol, havendo ainda algumas mulheres que terão chegado ao nosso país por via terrestre, depois de aterrarem no país vizinho. 

MULHERES POBRES À PROCURA DE SONHOS
As regiões mais pobres do Brasil são o local preferido para os traficantes angariarem mão-de-obra. Um estudo feito em São Paulo dá conta da existência de 241 rotas de tráfico no país.

SEM DOCUMENTOS PARA REGRESSAR
No nosso país, muitas destas mulheres ficam sem os documentos. Algumas são escravizadas, tendo de entregar quase tudo o que ganham aos proxenetas. Mesmo que queiram não podem regressar.

Fonte:
Correio da Manhã
28 Julho 2009

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

PJ investiga Pinto da Costa e ligações a Prostitutas

A imobiliária de Cedofeita, de que Pinto da Costa é sócio maioritário e que foi alvo de buscas na 3ª semana de Abril de 2008, terá sido usada para a compra e venda de imóveis que alojavam prostitutas que se encontravam temporariamente no nosso país.
A denúncia de Carolina Salgado, feita em meados no ano passado, foi considerada credível pela equipa de investigadores liderada por Maria José Morgado que agora analisa à lupa a documentação apreendida na referida empresa.
Os contratos feitos nos últimos anos e as negociações envolvendo a imobiliária foram apreendidos e os investigadores enviaram-nos para os peritos financeiros. O objectivo é verificar se eram negócios reais e qual o destino das vendas e arrendamento dos imóveis.
Além das suspeitas de branqueamento, a PJ investiga um possível crime de lenocínio, onde poderão estar envolvidos os restantes sócios da empresa – Adelino Caldeira, Reinaldo Teles e o irmão Joaquim Pinheiro.

Fonte:
Correio da Manhã

Quem é Reinaldo Teles?

Quem é Reinaldo Teles? O passado e o presente...

Nasceu pobre e foi trabalhar para a tasca do tio. Esteve sempre ligado às casas de alterne. Usou a violência e a corrupção para vencer na vida. Hoje, é acusado de crimes de burla e alvo de penhoras (por dívidas de jogo). Tudo sobre este campeão de boxe que... negociou a vitória e conseguiu um falso KO.

 
Reinaldo Teles é uma das figuras mais discretas da Direcção do FC Porto. Rara é a entrevista concedida, raras são as declarações à Imprensa. Sempre que fala diz o básico, para não falar de mais. Parece ter medo das palavras.

Estranho, porque Reinaldo não é homem de medos. Caso contrário não teria sido empresário da noite, chulo, segurança, chefe de capangas e... campeão de boxe. É o braço direito de Pinto da Costa, ou o homem-sombra, que tenta escapar ao mediatismo.

Mas Reinaldo não consegue escapar ao mediatismo. As penhoras por dívidas de 300 mil euros ao Casino de Espinho e as acusações de fraude ao Fisco colocam o seu nome, repetidas vezes, nas capas dos jornais. As prostitutas escondidas numa arca de uma boîte, há dias, são o mais recente episódio mediático de Reinaldo.

A chegada de Reinaldo ao FC Porto dá-se na liderança de Américo de Sá, que encontrou neste campeão de boxe o perfil ideal para segurar as sempre agitadas assembleias do clube. Reinaldo era treinador de boxe e juntou os seus rapazes para impor a lei do mais forte, nessas reuniões magnas.

Escreve Marinho Neves, no livro ‘Golpe de Estádio’, que, “nessa altura, Pinto da Costa temia-o, porque não era um brigão vulgar e muito menos um marginal estúpido e incompetente”. Reinaldo Teles “dava as ordens para descascar à fartazana e depois surgia como o apaziguador, o bom rapaz que nada tinha a ver com toda aquela violência”.

Sempre esteve perto da luta entre homens da noite, de prostitutas e marginais, quando serviu numa tasca de um tio. Assistiu a cenas de pancadaria e associou essas imagens ao seu instinto violento. Queria ser tão mau como os vilões, tratar as mulheres com o poder da força, como se estivesse na arena de combate.

“Deu uma tareia a um chulo por causa de uma das suas prostitutas, com quem perdeu a virgindade. Os dois estavam apaixonados. A prostituta gostava do miúdo, mas para ficar com ele tinha de pensar numa forma de o proteger”, escreve Marinho Neves.

Reinaldo estava cercado e precisava de ganhar poder para se defender e ser mais forte que os fortes – um pouco à semelhança do que aconteceu com o FC Porto. Conheceu um treinador de boxe do Porto e começou a treinar...

“A partir daí, quando as coisas aqueciam na tasca do seu tio, Teles fazia uns treinos-extra, passando a ser conhecido e respeitado. Depois de fechar a tasca, aproveitava a boleia de um amigo e ia ter com a sua amada prostituta, que atacava em Santos Pousada”, conta Neves.

O boxe retirou Reinaldo Teles da tasca. Dedicou-se a esta ‘arte’ e somou o título de campeão. Estava a um pequeno passo dos bares de alterne, onde viria a ser segurança e proprietário. No meio de prostitutas, viria a casar-se com uma delas, actual dirigente do FC Porto.

O primeiro acto de corrupção, segundo conta Marinho Neves, foi praticado na final que lhe viria a dar o título de campeão de boxe. Teles queria ganhar para impor respeito num mundo sem lei: as casas de alterne.

“O seu adversário era poderoso. Teles, sempre inclinado para negócios marginais, colocou em prática um plano diabólico. Ele sabia que no boxe profissional a corrupção era prática
constante. Contactou o adversário, negociou a vitória no terceiro "round" e um KO mal disfarçado deu-lhe a oportunidade de saltar no ringue elevando as luvas em sinal de vitória”.

A lei e o fair-play nunca fizeram escola no portfólio de valores do actual vice-presidente do FC Porto. A violência, a prostituição, a corrupção, o conflito e hábitos deploráveis constam do seu subconsciente.

Viciado em jogo, enfrentando várias tentativas de cura, Reinaldo chegou a acumular uma dívida de 300 mil euros ao Casino de Espinho, o que lhe custou uma acção em tribunal. Este caso originou uma penhora.

“A dívida de Reinaldo Teles à Solverde, empresa concessionária do Casino de Espinho, é de 297700 euros mais juros de mora. O assunto é melindroso nos meios portistas. Contactada pelo DN, a SAD do Futebol Clube do Porto, através de um assessor, disse ‘não ter comentários a fazer para já’, mas admitiu ‘reagir mais tarde’”, escreveu o DN.

Também o Jornal de Notícias deu destaque a outra faceta do dirigente portista: o homem envolvido em fraude fiscal. “Reinaldo Teles foi acusado pelo Ministério Público por dois crimes de fraude fiscal, na qualidade de proprietário de uma construtora da Maia. Acusado foi também António Araújo, empresário de jogadores envolvido no caso Apito Dourado”.

Há dias, esteve envolvido numa rusga à casa de alterne Taverna do Infante. A PSP encontrou nove brasileiras escondidas “em locais tão estranhos como uma arca congeladora”, escreve o 24 Horas online. “Estavam todas em situação ilegal no País e cinco foram detidas.

“A operação da PSP e do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) visitou de surpresa duas boîtes, mas foi na famosa Taverna do Infante, na Ribeira do Porto, que encontrou maior resistência. O dirigente portista estava presente e terá mesmo assumido uma postura de responsável pela casa”, acrescenta.

E este é um curto filme da vida de Reinaldo. Um homem que nasceu sem nada e que enriqueceu com processos obscuros, no mundo da noite. Este é o homem em quem Pinto da Costa confia...

Fonte:

FC Porto, a Mentira Desportiva

“Ofereceram 2 milhões para enganar Boavista”

Sérgio Silva, que em 2008 se apresentou como investidor, conta toda a história. Diz que foi parte de uma “manobra”, que envolvia o então presidente do clube (Joaquim Teixeira), o major e... Pinto da Costa. Objectivo era vender o Bessa ao desbarato.

Dois anos depois de ter sido detido por tentativa de burla ao Boavista, Sérgio Silva garante que não agiu sozinho. Em declarações ao CM, o investidor-fantasma dos axadrezados assegura que foi aliciado por Joaquim Teixeira, então presidente do Boavista, para se apresentar como solução para o clube. O objectivo, garante, seria vender o estádio 'à empresa J. Camilo ou ao FC Porto' e o lucro era elevado.

'Prometeram-me dois milhões para enganar o Boavista', assegura Sérgio Silva que explica ainda que o pagamento total de cinco milhões seria dividido com Joaquim Teixeira. 'Assumo categoricamente que o plano era vender o estádio para a construção', afirma.

'Nunca falei com o major directamente sobre isso. Mas o Joaquim Teixeira disse que seria a família Loureiro a pagar os cinco milhões. Ele ia ficar com três, eu com dois. A preocupação deles é que as auditorias não mostrassem os buracos financeiros e que eu conseguisse depois falsificar garantias bancárias e libertar o estádio da penhora. Só tinha de o vender barato e o lucro era garantido', disse ao CM.

O investidor – que garante nunca ter tido qualquer dinheiro para usar no clube – conta também que o primeiro contacto lhe foi feito pelo administrador de insolvência dos axadrezados.

Contactado pelo CM, Valentim Loureiro recusou qualquer tipo de envolvimento no alegado plano. 'Nunca falei com esse Sérgio Silva e conheço mal o Joaquim Teixeira. Isso é tudo um disparate de um homem que não tem credibilidade'. Por sua vez, Joaquim Teixeira não ficou surpreendido. 'Foi essa a versão que ele deu à PJ. Mas é completamente falsa'.

PINTO DA COSTA DÁ GARANTIAS EM NOME DO MAJOR
Sérgio Silva diz que durante os dois meses de negociações almoçou com Pinto da Costa e Joaquim Teixeira num espaço na praça Velasquez, no Porto. Segundo Sérgio, o presidente do FC Porto disse-lhe estar a par do plano e garantiu-lhe que iria ser recompensado. 'Esteja descansado que está com gente de palavra. Eu não conheço o Joaquim Teixeira, mas estou aqui porque um amigo e homem de palavra me pediu', terá sido a garantia dada por Pinto da Costa a Sérgio Silva. O 'salvador' do Boavista ficou convencido de que Pinto da Costa se referia a Valentim Loureiro, quando aludiu ao ‘amigo’.

ENCONTRO COM VALENTIM
Sérgio Silva diz que só falou uma vez com Valentim Loureiro, num encontro em Paredes, promovido por Joaquim Teixeira. 'O major disse-me: homem, esteja descansado que não vai ficar mal. Vai sair bem disso'. Sérgio Silva entendeu que Valentim estava a falar dos dois milhões, tendo ficado confiante com a promessa dada pelo major. 'Ele bateu-me nas costas e garantiu-me que iria correr bem', conta Sérgio Silva. A conversa acabaria com Joaquim Teixeira e Valentim Loureiro a combinar qual a melhor data para fazer a apresentação de Sérgio à Comunicação Social como o investidor e salvador do Boavista. É nesta altura que Sérgio insiste com Joaquim Teixeira para lhe pagarem os prometidos dois milhões, que afirma nunca ter recebido. Diz ainda que Joaquim Teixeira terá levantado os cinco milhões de uma conta do BPN. 'Alguém acredita que eles não soubessem quem era o Sérgio Silva?', interroga-se, garantindo que o seu cadastro era conhecido dos dirigentes axadrezados.

PORMENORES

AMEAÇAS
Sérgio Silva diz que tem sido alvo de ameaças feitas por próximos dos axadrezados.

BENTLEY
Joaquim Teixeira terá emprestado um carro a Sérgio Silva durante o tempo em que ele apareceu como investidor. Usou um Bentley Continental da empresa do pai de Teixeira.

DETENÇÃO
Sérgio diz que receberia os 2 milhões por uma empresa off-shore que não chegou a criar.


Fontes: Correio da Manhã
            FC Porto, a Mentira Desportiva